Assim como a trombocitopenia (contagem baixa de plaquetas), a trombocitose (contagem elevada de plaquetas) serve como um indicador laboratorial de uma condição médica subjacente. Consequentemente, seu tratamento é altamente dependente da doença específica que causa a elevação das plaquetas.

Para causas secundárias de trombocitose:
- Se for devido à deficiência de ferro, a terapia de ferro apropriada é administrada.
- Se associada ao câncer, o próprio câncer primário é tratado.
- Se for causada por uma infecção, um tratamento antibiótico adequado é iniciado.
- A trombocitose pós-cirúrgica geralmente se resolve espontaneamente com o tempo. Nos casos em que a normalização é atrasada, a aspirina pode ser prescrita para prevenir complicações trombóticas.

Para a trombocitemia essencial (TE), as estratégias de tratamento variam com base no perfil de risco do paciente:
- Pacientes de baixo risco (geralmente com menos de 60 anos, sem histórico de eventos trombóticos) podem ser gerenciados apenas com aspirina.
- Pacientes de alto risco (aqueles com 60 anos ou mais, ou com histórico de trombose) exigem terapias adicionais para reduzir a contagem de plaquetas. O tratamento inicial geralmente envolve hidroxiureia, um medicamento também usado em quimioterapia. Outras opções terapêuticas, dependendo da condição do paciente, incluem interferon, anagrelide e inibidores de JAK2.
- Em casos graves e com risco de vida de trombocitose, um procedimento chamado trombocitaférese pode ser realizado para reduzir rapidamente a contagem de plaquetas a níveis mais seguros. Este processo utiliza um dispositivo semelhante a uma máquina de diálise, onde o sangue é retirado de um braço, as plaquetas são separadas e os componentes sanguíneos restantes são devolvidos ao paciente através do outro braço, reduzindo assim a contagem total de plaquetas.

É crucial discutir essas modalidades de tratamento, adaptadas ao diagnóstico subjacente definitivo, em detalhes com um médico especialista e a equipe de saúde.